Pessoas com diabetes em uso de insulina têm prioridade para realização de exames no Labs a+

O Labs a+ anuncia atendimento prioritário para pessoas com diabetes em uso de insulina. A preferência é dada para clientes em jejum acima de oito horas, requisito necessário para a realização de exames como: dosagem de glicose, colesterol ou endoscopia. O atendimento preferencial está disponível em todas as unidades do centro de medicina diagnóstica no Rio de Janeiro, basta os clientes solicitarem uma senha de atendimento prioritária na recepção da unidade onde serão realizados os exames.

A medida tem como objetivo principal evitar que os clientes com diabetes sofram com episódios de hipoglicemia, isto é, a queda de açúcar no sangue. Pessoas com diabetes precisam controlar as taxas de glicose no sangue diariamente. E, quando expostos ao jejum prolongado, podem apresentar glicemias abaixo de 70 mg/dL, o que desencadeará sintomas como fraqueza, náusea, tontura, sudorese fria e sensação de desmaio.  Caso as taxas de glicemia fiquem inferiores a 50 mg/dL, os indivíduos podem sofrer desmaios e complicações graves.

“Há, também, casos em que as pessoas com diabetes apresentam hipoglicemias frequentes. São situações perigosas, pois o corpo se acostuma com o evento e os indivíduos podem perder os sinais de alerta do evento, que só começam a aparecer quando a glicemia já está muito baixa, ou seja, menor de 50mg/dL”, explica Lara Bessa, médica endocrinologista do Labs a+. “O controle glicêmico é parte da rotina destes pacientes, então decidimos priorizar o atendimento para garantir o bem-estar e ajudá-los no manejo desta condição crônica”, completa. Portadores de diabetes em uso de insulina correspondem a 5 a 10% de todas as pessoas com essa doença crônica. A prevalência é maior em indivíduos de 5 a 15 anos, normalmente portadores do diabetes tipo 1.

Dia Mundial do Diabetes

O Dia Mundial do Diabetes é celebrado anualmente no dia 14 de novembro, e o Labs a+ chama atenção para importância do diagnóstico para controle e manejo desta importante doença crônica que acomete mais de 13 milhões de pessoas no Brasil, conforme dados da Sociedade Brasileira de Diabetes.

O diabetes é uma doença provocada pela produção insuficiente ou ação deficiente da insulina, hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue. Quando a pessoa tem diabetes os níveis de glicose se elevam e uma alimentação adequada e medicamentos, incluindo insulina, são necessários para normalização da glicemia.  Por essa razão, portadores desta condição crônica devem controlar diariamente os níveis de glicose no sangue, pois tanto a hiperglicemia, aumento das taxas de glicose no sangue; como a hipoglicemia, a queda dos níveis de glicose no sangue, podem levar a graves complicações.

Tipos de Diabetes

Existem diferentes tipos de diabetes. O diabetes tipo 1 acomete principalmente indivíduos jovens (crianças e adolescentes), no entanto também pode aparecer na fase adulta. Caracteriza-se pela ausência de produção de insulina, um hormônio produzido pelas células beta pancreáticas, responsável pela manutenção dos valores de glicose dentro da normalidade. O tratamento consiste na administração da insulina diariamente.

O diabetes tipo 2 está relacionado com a resistência periférica a insulina produzida. Fatores genéticos são muito importantes neste tipo.  Portadores de diabetes tipo 2 (DM2) usualmente é filho de pai, mãe ou ambos com diabetes. A doença costuma aparecer em idades mais avançadas, geralmente a partir dos 40 anos. No DM 2, o estilo de vida é decisivo, tanto que mesmo tendo os pais diabéticos, um indivíduo que pratica esportes com regularidade, segue uma alimentação balanceada e mantém peso normal pode passar toda a vida sem jamais desenvolver a doença. Dessa maneira, o diabetes tipo 2 é uma combinação de uma importante herança genética somada a hábitos de vida como sedentarismo e alimentação hipercalórica.

Durante a gravidez, a mulher pode desenvolver a diabetes gestacional. Isso porque a placenta produz hormônios que reduzem a ação da insulina para permitir o crescimento do bebê, aumentando as taxas de glicose no sangue. A condição ocorre quando esse processo provoca um aumento dos níveis de açúcar acima do ideal. Como seus sintomas são silenciosos, é fundamental fazer um acompanhamento durante a gestação. Também há o MODY, que geralmente afeta pessoas com menos de 25 anos de idade. Transmitido de forma genética, é resultado de um defeito primário na secreção da insulina. Para a identificação da doença, as empresas de medicina diagnóstica oferecem o Painel Genético para Diabetes do tipo Mody.

Para saber se a pessoa tem diabetes, os médicos recomendam os seguintes exames

  • Glicemia (a qualquer hora do dia e sem necessidade de jejum): acima de 200 mg/dL, na presença de sintomas que apontam para o excesso de glicose no sangue como emagrecimento exagerado, excesso de sede e aumento do volume urinário;
  • Glicemia (em jejum de, no mínimo, de oito horas): igual ou acima de 126 mg/dL, em duas ocasiões distintas;
  • Teste de tolerância oral à glicose de 2 horas: exame no qual colhe-se a glicemia antes e depois de duas horas da ingestão de glicose via oral. Valores iguais ou superiores a 200 mg/dL diagnosticam diabetes. O exame deve ser confirmado em outra ocasião;
  • Hemoglobina glicada: A taxa de formação de A1C é diretamente proporcional à concentração glicose no sangue. Valores iguais ou superiores a 6,5%, confirmados num segundo teste – são consistentes com diabetes.

14/11/19

14 de novembro de 2019

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