Mayaro ou chikungunya: infectologista orienta diagnóstico e prevenção

Depois de o vírus ter sido detectado por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), há uma preocupação sobre a prevenção, os cuidados e sintomas da febre mayaro. No entanto, é importante fazer o diagnóstico preciso caso a pessoa demonstre os sintomas, pois são muito semelhantes ao da chikungunya – vírus “primo” do mayaro.

“Nossa preocupação, enquanto infectologistas, é que muitos casos em que há suspeita de chikungunya, seja, na verdade, o mayaro”, explica Dr. Celso Granato, infectologista do Labs a+. “Sob o ponto de vista clínico eles são muito semelhantes. Daí a importância do exame para identificar o vírus causador da doença”, ressalta.

Ambos os vírus podem causar febre alta e dores nas articulações. “Quando a pessoa tiver com sintomas de febre, dores nas juntas, dores de cabeça e atrás dos olhos, ela deve procurar um pronto atendimento, para rapidamente receber o diagnóstico e saber se algum desses vírus está circulando em sua comunidade. Isso do ponto de vista de saúde pública é importante”, alerta.

Dentre outros sintomas, algumas pessoas podem apresentar uma artrite “mais prolongada”, o que pode prejudicar a capacidade de trabalho. Outras complicações também podem surgir, como encefalite, que pode deixar sequelas neurológicas, e miocardite, uma inflamação no miocárdio, músculo do coração.

Diagnóstico

Há dois anos, a marca Labs a+ passou a realizar o exame para identificar o vírus mayaro para contribuir com o diagnóstico da doença. O exame, que utiliza a técnica de reação de polimerase em cadeia (PCR) em tempo real para a detecção qualitativa do RNA do vírus, é indicado para o diagnóstico precoce da doença, especialmente até o quinto dia após o início dos sintomas, período que corresponde a maior viremia, ou seja, a presença do vírus no sangue. O resultado é liberado em até três dias.

“O teste é importante ainda para diferenciar o quadro das várias arboviroses que, atualmente, circulam concomitantemente no Brasil e possuem apresentações clínica semelhantes, como dengue, chikungunya, zika e mayaro”, explica Granato.

Prevenção

Segundo Dr. Granato, o fato é que todos esses arbovírus estão em um processo de adaptação a outros mosquitos – inclusive ao Aedes aegypti, que é altamente urbanizado. A prevenção se aplica em todos os casos de vírus dengue, chikungunya e mayaro: evitar água parada em pneus, vasos, garrafas e outros recipientes vazios.

“Se conseguíssemos controlar a população de mosquito não teríamos nenhuma dessas doenças, mas não temos sido muito competentes para acabar com eles e com o aumento da temperatura e, por isso, a tendência é o aumento da doença”, frisa.

Tratamento

Não existem tratamentos específicos, mas sim atitudes que podem controlar os sintomas. Hidratar-se bem também é essencial, pois, na fase inicial da doença, ainda não se sabe se é dengue ou chikungunya. Para evitar complicações, o ideal é que a pessoa fique em repouso, reduzindo o movimento as articulações (para evitar que doam).

Já em relação aos medicamentos – para baixar febre e dor, por exemplo –, o ideal é evitar o ácido acetilsalicílico, que pode piorar o quadro, e procurar atendimento médico com urgência e seguir as orientações.

Sobre o Labs a+

O Labs a+ é uma marca do Grupo Fleury que oferece exames laboratoriais e de imagem em uma ampla rede de unidades. Sempre em busca de avanços que ofereçam conforto e tranquilidade aos clientes, o Labs a+, junto com o Fleury Genômica, inaugurou recentemente a plataforma online exclusiva de Genômica.

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28/05/19

28 de maio de 2019

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