Orientações necessárias
Orientações do cliente
Trazer anotados os medicamentos em uso atualmente. G12 ocrelizumabe, ofatumumabe, obinutuzumab, ocaratuzumab, nenhum destes é impeditivo para a coleta, porém o seu uso deve ser informado detalhadamente.
- A IMUNOFENOTIPAGEM DE CÉLULAS B, PARA IMUNODEFICIÊNCIAS é considerada um exame funcional, para o qual se utilizam células periféricas vivas extraídas do sangue e submetidas a vários testes em laboratório. Devido à natureza do exame, existem vários fatores externos alheios ao controle do laboratório e que podem influenciar de forma significativa a análise e o processamento da amostra, tais como fatores genéticos, medicamentosos, comportamentais e de coleta, dentre outros. Tendo em vista estes fatores existe a possibilidade de contato posterior para eventuais esclarecimentos ou mesmo solicitar uma nova coleta de amostra, se houver necessidade de reanálise adicional.
Manual do exame
Orientações necessárias
Trazer anotados os medicamentos em uso atualmente. G12 ocrelizumabe, ofatumumabe, obinutuzumab, ocaratuzumab, nenhum destes é impeditivo para a coleta, porém o seu uso deve ser informado detalhadamente.
- A IMUNOFENOTIPAGEM DE CÉLULAS B, PARA IMUNODEFICIÊNCIAS é considerada um exame funcional, para o qual se utilizam células periféricas vivas extraídas do sangue e submetidas a vários testes em laboratório. Devido à natureza do exame, existem vários fatores externos alheios ao controle do laboratório e que podem influenciar de forma significativa a análise e o processamento da amostra, tais como fatores genéticos, medicamentosos, comportamentais e de coleta, dentre outros. Tendo em vista estes fatores existe a possibilidade de contato posterior para eventuais esclarecimentos ou mesmo solicitar uma nova coleta de amostra, se houver necessidade de reanálise adicional.
Processamento e adequação da amostra
PROCESSAMENTO E ADEQUAÇÃO DA AMOSTRA: Conferir a identificação e qualidade do material
- Enviar à seção em temperatura REFRIGERADA. Estabilidade 48 hs
- Distribuição unidades Hospitalares:
- Conferir a identificação e qualidade do material
- Conferir se todos os documentos necessários para a realização do exame foram entregues juntamente com a amostra (Questionário ou receita médica com histórico e hipótese diagnóstico do cliente)
- Priorizar o gerenciamento da amostra
- Acondicionar em caixa plástica/papelão com a sinalização de amostra urgente, juntamente com o protocolo de envio de amostras urgentes.
- As amostras de sangue periférico deverão ser enviadas o setor, o mais urgente possível.
- Enviar à seção em temperatura REFRIGERADA. Estabilidade 48 hs.
- Solicitar transporte urgente para o envio da amostra à seção caso os horários de malote pré- estabelecidos não possam atender a urgência necessária para o rápido recebimento da amostra pelo setor técnico.
ATENÇÃO: enviar ou escanear o questionário ou receita médica com histórico e hipótese diagnóstica do cliente.
- Unidades Leblon e Brasília:
- Envolver as amostras em papel filtro, colocar em saco plástico bolha e acondicionar nas bags para transporte.
--Enviar ao setor na caixa refrigerada.
- Estabilidade da amostra:
--Enviar à seção em temperatura REFRIGERADA. Estabilidade 48 hs
--Congelada: não aceitável.
Método
Análise por citometria de fluxo.
Valor de referência
Descritivo.
Interpretação e comentários
As deficiências de anticorpos são a imunodeficiência primária mais comum. A principal característica dos pacientes com defeitos na imunidade humoral (deficiência de anticorpos) é sua maior suscetibilidade a infecções graves e recorrentes de vias aéreas superiores (sinusopatias) e inferiores (pneumonias e traqueobronquites), ocasionadas por vários agentes, como bactérias e fungos, o que, consequentemente, pode levar a sequelas irreversíveis no trato respiratório e prognóstico reservado. Não poderia ser diferente, pois os linfócitos B e as imunoglobulinas produzidas por estes desempenham papel essencial na depuração de microrganismos encapsulados usualmente causadores de infecções nesse sítio, tais como pneumococos, Haemophilus influenzae, Moraxella catarhalis, dentre vários outros. As células B constituem uma população relativamente heterogênea, com distintas funções, tais como produção de imunoglobulinas, memória de longa permanência e supressão de linfócitos efetores (Breg). Durante todo o seu desenvolvimento e maturação, as células B adquirem diferentes marcadores de superfície que permitem a classificação de subpopulações específicas por meio de um dos testes mais utilizados para a investigação das deficiências humorais: a imunofenotipagem de células B. O painel de imunofenotipagem de células B pode identificar células B de memória com ou sem troca de classes, imaturas, transicionais e ativadas. O cenário revelado pela avaliação das subpopulações sugere o diagnóstico de diferentes doenças. A título de exemplo, citam-se: agamaglobulinemia - ausência de células CD19 ou CD20; imunodeficiência comum variável - número aumentado de células CD21lowCD38low e reduzido de células de memória com troca de classes e plasmablastos; síndrome hiper-IgM - número reduzido de células de memória com troca de classes e elevado de células de memória sem troca de classes; deficiência de TACI ou BAFF-R - ausência de expressão dessas proteínas; etc. A imunofenotipagem de células B é fundamental para complementar os resultados de outros exames para o diagnóstico das deficiências primárias de anticorpos, tais como a determinação da resposta vacinal pneumocócica e a dosagem de classes e subclasses de imunoglobulinas. Ademais, o teste também pode ser usado para avaliar a reconstituição pós-transplante de medula óssea e a resposta a terapia imunológica depletora de células B (p. ex.: anti-CD20, anti-CD22, anti-TACI, anti-BAFF, etc) usada em doenças autoimunes (p. ex.: artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, vasculites primárias, doença de Behçet, miopatias inflamatórias primárias, esclerose múltipla, etc).
Outros nomes
Perfil maturativo de células B por citometria de fluxo, Pesquisa de células B naïve e de memória para imunodeficiências primárias, Imunofenotipagem de células B naïve e de memória para imunodeficiências primária, Painel maturativo de células B por citometria de fluxo, Imunofenotipagem de células B CD27 positivas e negativas










































