Orientações necessárias
Orientações do cliente
- Este exame é realizado em tumores de partes moles para auxiliar o diagnóstico do rabdomiossarcoma alveolar.
- Materiais colhidos fora do laboratório podem ser enviados em bloco de parafina, com a cópia do laudo original, ou em formol 10% tamponado.
- Para que o teste tenha maior chance de sucesso é recomendado que o tecido seja fixado o mais rápido possível após o procedimento cirúrgico e a permanência do material no formol seja de no mínimo seis horas e no máximo 48 horas.
Manual do exame
Orientações necessárias
- Este exame é realizado em tumores de partes moles para auxiliar o diagnóstico do rabdomiossarcoma alveolar.
- Materiais colhidos fora do Fleury podem ser enviados em bloco de parafina, com a cópia do laudo original, ou em formol 10% tamponado.
- Para que o teste tenha maior chance de sucesso é recomendado que o tecido seja fixado o mais rápido possível após o procedimento cirúrgico e a permanência do material no formol seja de no mínimo seis horas e no máximo 48 horas.
Processamento e adequação da amostra
- Encaminhar à seção de Anatomia Patológica o material enviado ou o bloco de parafina juntamente com a solicitação médica e a cópia do laudo original (quando o material não tiver sido analisado no Fleury) em temperatura ambiente.
Método
- A análise é feita por hibridação in situ por fluorescência (Fish), uma técnica citogenética baseada no uso de sondas de DNA, marcadas com fluorocromo, que se ligam ao DNA-alvo complementar.
- O exame utiliza sondas de DNA dual color FKHR (13q14), do tipo break apart, para a identificação do rearranjo do gene FKHR, uma das quais ligada à porção 5` do gene e a outra, à porção 3`.
Valor de referência
- Os núcleos que não apresentam rearranjo evidenciam dois sinais amarelos, causados pela justaposição das sondas. Por sua vez, os núcleos anormais demonstram dois sinais separados (verde e vermelho), indicando a ocorrência do rearranjo.
- O teste não identifica o gene parceiro da fusão.
- Um resultado positivo é consistente com o diagnóstico de rabdomiossarcoma alveolar, mas uma pesquisa negativa não exclui essa hipótese.
Interpretação e comentários
- Os rabdomiossarcomas são neoplasias malignas heterogêneas que demonstram diferenciação musculoesquelética, podendo ser divididos em nos subtipos alveolar, embrionário e pleomórfico. O alveolar costuma ser observado em adolescentes, ao redor dos 15 anos de idade, e está associado com doença em fase avançada. Dessa forma, a identificação correta do subtipo é importante para o tratamento e o seguimento do paciente.
- A maioria dos sarcomas alveolares está relacionada à translocação t(2;13)(q35;q14), na qual ocorre a formação de um gene quimérico, formado pelo rearranjo do gene PAX3, localizado no cromossomo 2, com o gene FKHR (FOXO1A), no cromossomo 13. No entanto, uma pequena porcentagem de portadores de rabdomiossarcoma alveolar, cerca de 10%, apresenta uma translocação envolvendo o gene PAX7, no cromossomo 1, e o gene FKHR t(1;13)(q36;q14).
- Estudos recentes têm demonstrado diferença na sobrevida e na clínica dos pacientes com genes de fusão PAX3-FKHR e PAX7-FKHR. Contudo, esses diferentes genes não podem ser avaliados por Fish, mas apenas por PCR.
Outros nomes
Hibridização in situ para pesquisa de quebra do gene FKHR, Rabdomiossarcoma alveolar, Fish para, Translocação t(2, 13) entre os genes PAX3 e FKHR (FOXO1A), Translocação t(1, 13) entre os genes PAX7 e FKHR (FOXO1A)










































